quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Soneto para a manhã que não veio

 Abriu-se a janela do infinito horizonte
Diante de meu corpo tão cansado
E além dela vi por trás dos montes
A esperança nos olhos molhados...


Tanto na vida fez com que o poente
Fosse mais lindo que o sol velado
No lindo instante em que a luz em fonte
Surge manhã nos leitos arrumados...


Passada a noite inteira a olhar a vida
Passando o tempo sem qualquer vontade
E tendo apenas solidão como guarida...


Todo o murmúrio e dores mais sentidas
Em nome da tristeza que se fez saudade
No coração em forma de ferida...


0 de papo!:

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