sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Incertezas

O clima incerto, chuva, vento, sol, a umidade e a seca...
o frio que ameaça e o calor que se esgaça
O tempo incerto, se esquiva o momento, vira pó, desaparece
tem horas certas e sem horas se reinventa, se nega, se entrega...
amortece o tombo e amansa a carcaça.
Desgraça!
A graça se perdeu desde então.
Mas incerta mesmo...
é a vida...
carece
de tanto!
e pouco aparece, ou quanto... enquanto... quando aparece...
se deixa ir, levar, seguir pelos ponteiros do relógio
que se somam em segundos... criando submundos...
futuros imundos que são mito.
Irrita.. ação!
Imita... ação!
tempo, tempo, tempo, clima, clima, clima, tempo, climatério
cemitério de desejos não consagrados
esmiuçados, esmigalhados, espalhados...
e se não for o relógio... seriam então
estações passageiras, ligeiras, que se confundem
e confundem quem por elas se esmera... na espera...
do que nada volta, as voltas que dá, a vida, ela dá voltas
revolta.
Cicatrizes na cara, tapas na cara, rugas na cara
a vida não poupa a cara de ninguém.
Ela vai e nunca mais vem.
O clima é incerto
o tempo é incerto
mas incerta mesmo
é a vida!


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