sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O PRIMEIRO DE MUITOS NOVOS DIAS QUE VIRÃO!



Oi gente que me lê!

Primeiramente, obrigada por estarem sempre por aqui, vocês são o porquê de eu escrever e ter vontade de postar!

Agora, uma novidade:
Este é o último post que farei neste blog Certas Linhas Tortas...! Eu que faço este blog há 9 anos!

Verdade!

Estou me mudando de maneira definitiva para o Coracional, meu novo site (www.coracional.com).

A partir de hoje meus poemas estarão na seção Meus Escritos, Poemas.
Minhas crônicas e contos, na seção Meus Escritos, Contos e Crônicas e
minhas frases e pensamentos, na seção Meus Escritos, Desvarios!

Terá também a parte Blog para que eu conte para vocês o que vai acontecendo comigo...

Lá vocês encontrarão também muito mais como: fotos, vídeos, minha história e outras coisitas que vou encontrando aos poucos. Ah, e claro!, meus livros!

Será minha nova casa virtual e terei imensamente prazer em recebê-los (as) por lá.

Espero que continuem a ler meus escritos lá no site. Vou ficar muito feliz!

Até lá, até breve! Continuemos nossa caminhada!

Site Coracional  www.coracional.com


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Canto passarinho



Na árvore
os passarinhos
cantam.
Fazem seus ninhos.
Perto, ali perto, no chão eu canto.
Canto passarinho.
Só pra mim mesma.
Só pra eu ouvir, mais ninguém.
Meu canto não tem palavras e não se traduz.
Não seduz.
Faz as vezes de um hino
onde o que há de mais lindo
é aquilo que se ouve e não perturba...
canto passarinho...
canto e o passarinho canta
nós cantamos, assovios imitados pelo vento
que agora também canta!


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Balé



Um passo
dois passos
passos para um lado, para outro
para frente e para trás.
Um pequeno salto
um rodopio pelo chão
outro nos ares do alto.
Dança, dança a menina...
baila, baila a bailarina.
Vestida de sonhos e tule
embevecida com o precioso som
enternecida pelo gracioso movimento...
Ela não sorri. Seus olhos estão fechados...
Tudo é tão perfeito!
Suas pernas e braços, suas mãos...
parece um pássaro!
E entre todos os seus volteios, passo após passo...
ela se inclina diante da música
reverencia o criador de toda aquela harmonia...
Dança, dança a bela dançatriz
baila, baila e seu bailar é tão feliz...!
Um passo
dois passos
cada passo mais próximo
da perfeição.




Imagem by Favim.com-art

terça-feira, 22 de setembro de 2015

A árvore e o poeta



O poeta, hoje com as palavras guardadas
no bolso, na gaveta e mesmo só na mente
reverencia aquelas por ele tão amadas
e que em vida lhe dão sombra em dias quentes...


Pois além de solidárias e companheiras
são elas ainda que lhe dão os frutos
amadurecendo em seus galhos toda a feira
e entregando o amor como tributo...

O poeta hoje não escreverá, deixará pairar palavras no céu...
Pois a árvore só depois de morta é que lhe dá o papel...


Homenagem dos poetas anônimos às heroicas árvores anônimas.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Poema do incerto



Descansar em ti
repousar em teus braços todos os meus abraços.
Descansar enfim
esquecer o cansaço e num desabafo entregar-me a ti.
O eterno tem duas etapas:
o início e o meio...
todos os fins se encontram
perdidos entre o certo e o errado
entre o fardo
e o presente o passado
que sente meu falar exaurido
depois do descanso
em algo tão manso
quanto o amor prenunciado
desejado e realizado.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sem contar as horas

O tempo vive na ponta
da minha língua
que conta as horas...
na minha cabeça tonta
vive também o tempo
quando perco os sentidos
e não faz mais sentido
contar as horas...
Não quero que o tempo passe.
Fecho os olhos e espero que ele não passe.
Um aperto no estômago de vê-lo voando
tão depressa... tão depressa... tão cheio de pressa...
o tempo que não faz concessões
para quem conta suas horas
ou as deixa apenas passar.







quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Só pra constar

Estou a mil por hora renovando meu site Coracional! (www.coracional.com)
Em breve ele estará pronto e terei um imenso prazer em receber vocês por lá!

O site terá meus livros, textos meus de todas as épocas da minha vida e também outras coisas... que eu contarei depois...!

Tenho estado também presente lá no Facebook, dá uma olhada lá e espero que goste e curta a página...

https://www.facebook.com/jacqueaisenman

E no meu trabalho com o Varal, semana que vem terá a edição especial sobre Paz que será distribuída em PDF e estará disponível para download no site do Varal.

Até!

Imagem by Maegondo

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pausas



Um pausa.
Uma pequena pausa.
Porque pausas são pequenas.
Se são grandes fogem e se transformam...
deixam de ser pausas.
Pausa para reflexão. Entre as ações.
Pausa para descanso. Entre os passos e fatos.
Entre os pássaros e os feridos.
Expiração. Inspiração. Expiração.
Respiração profunda.
Uma pequena pausa
antes do depois.




imagem by Douglas Hofmann

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Amanhã



Amanhã não é um lugar. É uma esperança. Uma espera.
Amanhã não é realização.
Amanhã não é memória.
Amanhã não é história.
Amanhã não tem mais de uma versão.
Amanhã não é
nada mais
do que o exato e
mesmo dia
de hoje
com pretensões
de ser mais
do que já pode ser agora
em suas vinte e quatro
vinte e três
vinte
dez
duas horas...
e alguns minutos
e uns poucos segundos...
ontem!


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Triste embarcação




Ao longe a embarcação segue.
A vida segue junto, dentro, intrínseca.
Há beiras demais... de rios, de mar...
mas nenhuma para acolher a lágrima seca.
A embarcação se aproxima, lenta e tristemente
Vazia, parece um fantasma.
Não traz mais nada. Não traz mais ninguém.
Não leva mais nada. Não leva mais ninguém.
A embarcação cansada não navega mais
Pois não há mais cais
para acolher seus frutos.

sábado, 12 de setembro de 2015

Equilíbrio buscado

Na vida, nas palavras, nos passos, na queda...
eu busco o equilíbrio.
No que leio, no que escrevo, no que sinto...
eu busco o equilíbrio.
No que olho, no que vejo, no que pressinto...
eu busco o equilíbrio.
E o equilíbrio nem sempre é meio termo
algumas fezes ele é o fim
que justifica os meios
e ainda assim
é o que busco.



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Lábios de pimenta



Tem pimenta em teus lábios.
Eu bem que senti
quase sofri
engoli.
A pimenta nada macia
picante ao extremo
um quase veneno
do qual não se sai
indene.
Pimenta vermelha sedutora
a boca inteira preparada
para nada dizer
apenas para fazer
acontecer...
Tem pimenta em teus lábios
Pimenta nada macia
Vermelha e sedutora
me deixou as marcas
me deixou sem chão
me tirou as cascas
comeu o meu coração...
E eu apenas consenti...
Calada, parada, extasiada...
eu apenas consenti...


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

SAPATOS VELHOS

 
(Texto de 2011)

O melhor motivo para jogar um sapato velho fora é a vontade de preparar o espaço para um novo. As maiores desculpas para guardá-lo são o medo dos calos, a preguiça de sair para comprar outro e, a pior de todas, a acomodação. Sem falar do medo que temos de simplesmente mudar. Todas as vezes que estamos numa situação em que damos de cara com o sapato velho e, necessitados urgentemente de um novo, não sabemos o que fazer, remetemos a situação para a próxima vez. E o deixamos lá. Gasto, furado, remendado. Mas jamais trocado ou traído. Traímos nossos pés, mas nunca os sapatos velhos.
Como não traímos os médicos que temos desde os tempos da antiguidade e que nem sabem mais o que nos receitam porque, de tanto nos ver já nem se importam com o que temos os não. Como não abandonamos nunca os chamado amigos que quase sempre nos deixam na mão nas horas em mais precisamos. Como não largamos mão outros tantos, amigos, colegas, familiares, que afundam facas em nossas costas cada vez que nos viramos para olhar o horizonte.
Como continuamos a trabalhar sem reclamar para pessoas que não nos dão a menor importância mas valorizam qualquer deslize que cometemos. Preferimos manter tudo o que foi estabelecido em torno de nós: porque assim crescemos e assim fomos educados. Para não ser indelicados, não mostrar desagrado, não provocar.
Temos preguiça, nos acomodamos, sentimos pena, pensamos nos “porquês” e não nos damos sequer ao trabalho de responder para nós mesmos. Deixamos nossos armários cheios de sapatos, alguns tão desnecessários que, só de olhar, já sabemos o mal que vão nos causar. Outros guardamos porque são bonitos e fazem bonito aos olhos de quem nos vê com. Sapatos velhos não são eternos mesmo que extremamente bem conservados. Sapatos novos fazem calos.
E muitas vezes temos que jogá-los fora, trocar, doar, mesmo novos. Comprar outros logo em seguida. Tentar de novo. E de novo. Mas o prazer da renovação vale a pena. Renova-se os pés e a cabeça. E afinal, nada disso impede que se guarde um chinelinho daqueles do tempo de... você sabe... bem guardados no fundo de nós ou do armário, para aqueles momentos especiais.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Dos medos

Medos se impõem. Eles atravessam os olhos e a pele.
Escancaram a mente confusa.
Materiais ou etéreos, vivos ou imaginários.
É assim que eles tomam forma
crescem no escuro e mesmo sob a luz.
Saem do passado obscurecido por lembranças criadas.
Vêm de um futuro temido pelas esperanças criadas.
São pedaços de tudo um pouco
São um pouco de tudo e mais um tanto...
E é quando os olhos estão fechados
que eles são ainda piores...
Escondem-se sob as escadas, fins de corredores...
Escondem-se sob alegrias, sob expectativas e dores...
Então quando abrimos os olhos não os vemos mais...
Porque eles desaparecem com a menor coragem
Somem quando não tem suas vantagens...
Medos não suportam a competição
com a fé e o coração.

Imagem by PlaceboFX



terça-feira, 8 de setembro de 2015

TENHO ORGULHO DO MEU PAÍS




Por não morar no Brasil, sou suspeita para falar de comemoração do dia da Pátria: com ou sem atribulações, gritos de crise e problemas políticos, eu tenho orgulho do meu País.
Claro que adoraria saber que lá não há mais violência. Mas quando vejo as guerras no Oriente Médio, penso que meu país é quase um oásis de paz. Claro que seria perfeito erradicar a corrupção e os incontáveis roubos associados aos nossos eleitos. Mas quando vejo países em crise grave como Grécia, Itália e Portugal e assim mesmo vejo aqueles povos orgulhosos de seus países...
Claro que seria uma maravilha desaparecermos com os maus políticos e a má política. Mas quando penso que mesmo com estes mesmos problemas políticos, tantos outros países aqui pela Europa e outros continentes não deixam de, nos seus devidos dias nacionais, reverenciar suas Pátrias!
Eu amo meu País, tenho carinho grande por minha Pátria. Pouco importa se tantas vezes ela só é Pátria para os fãs de futebol e noutras ainda para os aficionados de samba e carnaval. Creio que por isto mesmo ela é bonita também. Porque é mãe para todos.
Meu País tem as mais belas músicas. Meu País tem sua linda e doce língua materna, o Português Brasileiro, estampado em livros fantásticos, escritos por escritores do melhor calibre! As pinturas então... retratam almas lindas que só meu lindo País tem! Mina Pátria é para todos!
Enquanto o mundo se encolhe em crises incontroláveis, meu País abre suas asas, muitas vezes doridas, noutras até quebradas. E voa. Cai, levanta e voa ainda. Meu País é o país dos erros e acertos, das vitórias e derrotas, das virtudes e das vilanias.
Mas é um País de belezas incríveis. De gente de uma bondade fabulosa. Onde maravilhas acontecem todos os dias, sobressaindo-se à violência e à crise.
Por tudo isto, eu tenho orgulho do Brasil, este país-criança que ainda precisa de uma mão para se erguer e caminhar firme enquanto continentes inteiros, como a velha Europa e o velho Oriente Médio, se acabam em dores mortais.
Que o Brasil encontre seu caminho. Que os eleitos sejam mais nobres! Que os brasileiros reencontrem o orgulho pelo Brasil!


Parabéns Brasil!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A PRISÃO DAS CONVERSAS ATUAIS


É complicado opinar hoje em dia. Muito complicado. Um pouco mais para um lado ou para o outro e você é chamado de tanta coisa, rotulado de outras, classificado, enterrado. Ultrapassamos há muito o tempo em que podíamos dar uma opinião sobre um assunto e, em retorno, ter uma saudável discussão onde aprendíamos com o outro, entendo que pontos de vista, apesar de algumas vezes serem até mesmo opostos, podem se completar.
Hoje em dia nos perdemos sob o manto do politicamente correto (falo do extremo politicamente correto e não do respeito que devemos a outrem!). Nos perdemos na classificação prematura da opinião alheia sem usar o tempo para compreender a importância da diversidade de opiniões.
Fugimos da conversa que poderia nos levar a algo mais profundo, usando subterfúgios. Desviamos de um papo engrandecedor para ir por caminhos mais conhecidos e menos dignos. A rigidez de espírito tomou conta!
Hoje, aquele que opina está exposto, acima de tudo, a classificações como racista, pessoa de direita (ou de esquerda), qualquer coisa fóbico e assim por diante. Não há espaço para a crítica construtiva. Não há lugar para o ouvido sincero, o qual, mais do que amigo, era antes um ouvido de alguém que daria, em retorno, também sua opinião, mesmo que divergente da que escutara.
Muito complicado opinar. Muito! Quem opina hoje, principalmente por escrito, expõe-se de uma maneira tão grande, que não há retorno. Opinião virou sinônimo de alegação, na maioria das vezes, criminosa. E as pessoas ao invés de discutir a opinião, estão judicialmente processando. Vezes e vezes sem sequer entendê-la.
É uma pena tudo isto. Pena que não possamos mais, nem numa roda de amigos, ser sinceros ao ponto de discorrer sobre assuntos considerados delicados e sair desta mesma discussão ilesos.
Antes colocava-se um assunto em evidência e "desfiava-se" o mesmo numa troca rica de opiniões. Hoje traz-se uma assunto à mesa (ou ao jornal, blog, etc..) e recebe-se as mais duras críticas e os mais ferrenhos rótulos.
Esperemos que o mundo dê suas voltas e, numa delas, faça retornar o bom senso. Com respeito sempre, é claro. Com educação sempre também. Mas com a liberdade que foi aos poucos desaparecendo das conversas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Um perfume

Uma nota de perfume. Suave. Nem tanto. Penetrante. A essência. Essencial. Transparecendo sobre a pele. Inundando as narinas. Agarrando os sentidos. Perfurando o olhar. Abrindo os desejos. Atravessando o tempo. Um perfume. Uma lembrança. Eterna lembrança. Para a vida.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A nuvem de mim


Uma nuvem hoje passou sobre minha cabeça.
Não uma nuvem branca, clara, daquelas que decoram o céu.
Era uma nuvem quase escura...
Cheia d'água roubada descaradamente de mares e rios.
Engolia a chuva a seco com vontade de inundar tudo...
e desabava seu peso sobre minha cabeça
minha cabeça já cansada de outras coisas...
coisas que eu só queria esquecer, deixar pra lá, nunca mais lembrar!
Mas a nuvem não passou em branco.
Choveu sobre mim suas agonias e espantos.
Largou sobre mim seus medos...
Descarregou sobre mim suas ansiedades acumuladas.
Então entristeci. Por um instante, entristeci.
Como se o peso das gotas fosse bem mais
do que eu poderia suportar.
Doeram os ombros, os olhos marejaram, o estômago fez-se um nó só.
Eu queria fugir da nuvem, mas ela me acompanhava tenaz...
Queria me pertencer.
Emoções à parte, meu coração de verdade nunca foi de pedra...
Eu é que mentia para o mundo. Eu que fingia.
E suportar o desgosto foi tão duro!
Mas sujeitei-me àquela nuvem, deixei-a encharcar meu teto e meu chão.
Alagar meu âmago, transbordar de mim.
Fiquei ali com ela até sentir que não seria mais possível sobreviver.
Então me levantei. Ergui as mãos e com elas afastei a nuvem...
Meus olhos puseram-se a chover por ela, por mim, por tudo.
Mas o sol já brilhava sobre o meu pequeno mundo!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Relembranças da infância

Balanço-me de leve nas lembranças
que embalam minha passada infância...
Dela a música que me enleva
e a mesma que me leva
a pensar...
Em tudo o que vivi entre amigos
com meus pais
irmão, primos, toda a família...
Solto o coração a recordar!
Tantas imagens me vêm...
Mas desde que os olhos se abrem
vejo o balanço vazio.
Nem eu estou mais lá.



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Cansaço

De repente cansei.
Foi um cansaço assim, repentino, súbito, certeiro.
Me pegou de jeito e me jogou no chão.
De repente eu estava ali, jogada, sem ação.
Coração desacelerado, mãos ávidas, mente avessa.
Mas o cansaço já havia se instalado e tomou conta.
Era um cansaço assim: de gente, de coisas, de afazeres, de tudo...
Um cansaço banal, generalizado e total.
Cansei de seguir os desejos, de deixá-los guiar minha vida...
Cansei de dar passos e passos e passos em direção do incerto...
Cansei de esperar respostas, de esperar simplesmente...
Cansei de ir à luta, de lutar, de vencer, perder, empatar...
Cansei de ouvir os mesmos sons, as mesmas vozes, os mesmos gritos...
Cansei de ver sonhos roubados...!
Consumida pela agonia, pedaços da vida desgastados...
Cansei.
Cansei e fiquei sem vontade sequer de explicar o cansaço.
A fatiga é em si mesma um remédio.
Extenuação.. exaustão... As partes exauridas da gente que quase morrem...
Cansei. Tomei canseira até das coisas mais simples...
Lassidão...
Cansei.
Agora, ainda prostrada no chão, observo o céu.
Ele é belo, realmente infinito, azul cheio de brancas nuvens de algodão.
Observo o céu até que ele anoiteça, não tenha mais nuvens
e acolha a lua, as estrelas longínquas e as cores mortas
que a falta de claridade traz.
Com tudo o que observo recarrego as energias perdidas no cansaço...
Lentamente, lentamente, lenta... lenta... mente... me refaço.
Mas de tudo o que cansei não quero mais saber.
Eu reparto a vida em duas: antes e depois do cansaço.
E parto para um novo universo.


Imagem by Melody Weightman

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Façamos de conta



Façamos então de conta que tudo o que tem em volta
faz parte de nós e nós somos tudo também...
Uma coisa assim única, preciosa, que nos dá mais que prazer...

Façamos então de conta que a música nos pertence
e todas as cores, elas também nos pertencem...
Assim seremos voz e imagem, um quadro impressionista talvez...


De fazer de conta nós seremos tantas coisas, loucas, loucuras, felizes!
E transformaremos tudo em realidade só pra sonhar outra vez...

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Moinhos não movem o homem



Tudo se move. Águas sobre as pedras. Movendo moinhos.
Enquanto em seu silêncio interior o homem cala e consente...
Mente.
Ele também se move. Lentamente.
Seus movimentos não movem moinho, são estranhos e simples.
O homem e move e o caminho vai ficando mais curto...
como se sua vida encurtasse também...
E é verdade!
A verdade é que sua vida, pausada, parada, em movimento constante ou não...
vai perdendo a força com o caminhar.
Move-se o mundo, cada vez mais gente, moinhos de gente se movendo.
E o homem perdido em seu caminhar vazio
se perde... perde o tino...
e só se reencontra quando finalmente alcança
o destino final.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ausência e saudade

A ausência
é um rio seco de lágrimas
choradas, engolidas,
jogadas do coração para fora
pela extrema dor...
E a saudade
são as águas do rio
que voltam a correr loucas
trazendo e levando
lembranças
para que a solidão
não permaneça
para que o coração
não esqueça
que um dia
não esteve vazio!



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Os Silêncios

Em certos momentos o silêncio é nossa única voz.
Nossa única música.
Nosso único som.

O silêncio que nos abraça quando a dor é grande.
Que nos enlaça quando a alegria parte.
Que nos ensina a ressuscitar a esperança...

O silêncio que algumas vezes é escuro como a noite...
e noutras vezes é toda a claridade que necessitamos...

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A dor e as lágrimas



Já chorei o suficiente.
Minhas lágrimas já mataram inclusive
minha sede
a sede de um coração aflito e cansado.
Rios de lágrimas já correram dos meus olhos
e de onde veio tanta água
tanta água
tanta água assim?
Só a alma em sua agonia pode conter
a nascente destes rios
ser a fonte
destas lágrimas!
Mas é quando meus olhos estão secos
a olhar o horizonte
lembrando sem saudade momentos tristes
que nem deveriam estar mais nas lembranças...
Nestes momentos sinto
que não chorei o suficiente...
que me faltaram lágrimas
para lavar meu rosto
para lavar meu corpo
para lavar-me totalmente
livrar-me completamente
da dor solitária e perene
de perder alguém.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Amigos de verdade

Amigos de verdade que te contam tudo e sabem te ouvir também... Comida gostosa, feita com carinho como tempero especial... O som que o mar faz, suas cores e seu cheiro bom... O vento que assobia, refresca, leva, carrega consigo pra longe o que incomoda... A chuva que lava, limpa, levanta o perfume da terra e canta... Uma gargalhada feliz, que contagia, envolve, faz rir também... Palavras que tocam o coração, que abraçam nossos sentidos, nos enlevam, nos fazem sentir melhor... Música que faz dançar, que faz meditar, que faz da saudade uma companheira...
A melodia de um pássaro... o latido alegre de um cão... o miar feliz de um gato...
Há coisas boas nesta vida... tão boas! E sempre, sempre são as mais simples!


sexta-feira, 24 de julho de 2015

FÉRIAS DE VERÃO



Olá meus amigos!


Estarei de férias até o dia 23 de agosto!
Voltarei ao blog no dia 24 de agosto!

Agradeço a todos que acompanham meu blog e meus trabalhos!


Deixo aqui um grande abraço e até breve!



quinta-feira, 23 de julho de 2015

Pensando alto


Uma senha por favor para o silêncio... GRITO!




Flor abre preguiçosa. O sol mimando uma lágrima de chuva.




As vezes dou voltas sem sair do lugar. Como um cachorro ou um gato brincando com a cauda. Me sinto perdida. Me sinto desencorajada. Mas é só pra depois erguer a cabeça e ver que o céu continua lá... que a terra continua sob meus pés... que as alternativas continuam dentro de mim. Então recomeço a viver.




As palavras se distanciam quando tento encontrá-las para definir a vida.... Então desisto de definições pego as palavras e brinco faço poeminhas... E é com as letras, brincando que acabo definindo a vida: tudo é poesia!

quarta-feira, 22 de julho de 2015

VERBO E POESIA

Eu poeto (e poemo, poesio, faço um pouco de tudo com a poesia...)
Tu poetas ( e poemas, poesias.. fazes de tudo um pouco com a poesia...)
Ele, ela poeta (e poema, poesia... faz um tanto e mais com a poesia...)
Nós poetamos ( e poemamos, poesiamos... fazemos tanto com a poesia...)
Vós poetais (e poemais, poesiais... fazeis tanto e tanto com a poesia...)
Eles, elas poetam (e poemam, poesiam, fazem de tudo com a poesia...)
E a poesia conosco faz o que quer Porque ela, feminina, linda e mulher
sempre vence o que der e vier!


terça-feira, 21 de julho de 2015

Incêndio

Teu toque é um incêndio
fogos de artifício
na noite da paixão.
A falta do teu toque
é seca...
é sede...
que somente teus lábios
que somente tuas mãos
podem acalmar.
Em teu ombro dorme o desejo
satisfeito.
Em teus olhos resiste o desejo
rarefeito.
E em nós permanecem
os efeitos
do incêndio
os efeitos
dos fogos de artifício
da louca paixão.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Fascínio pela noite

Sei do fascínio que exerce a noite sobre mim. A noite e sua quietude, seus tons escuros, seus brilhos casuais. Tenho paixões: a lua que se mostra como uma dama, apenas por partes, meio distante... ou como uma devassa: inteira, luminosa, quase me tocando com sua beleza tão próxima. Também sou apaixonada pelas estrelas... Todas elas tão distantes, mas fulgurantes como se daqui de baixo tivéssemos acendido todas as luzes do universo. E de vez em quando, quando não se espera, uma estrela corre o céu, finge cair, finge morrer. A noite que cobre a Terra com sua escuridade para que possamos relaxar... deitar... fechar os olhos e partir através do sono para o mundo nada virtual dos sonhos. Os sonhos que tantas vezes são ainda mais reais que a realidade ela mesma e que deixam marcas na gente como se fossem lembranças eternas. Amo a noite! Amo sua proposta de descanso e ao mesmo tempo seu desejo de festa e deleites. A noite que chega cheia de propostas! Gosto de observá-la, senti-la, saborear seus momentos intensos. Até a chegada dos primeiros e tímidos raios de sol. Até o clarear do céu infinito. Até que as estrelas partam dormir. Até que não haja mais vestígio de sonhos... Até que o dia domine as horas e faça da noite prisioneira até o final do entardecer...


Imagem by pygar

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Escolhas



Porque poderia ser...
Mas não foi.
Outra coisa aconteceu.
Porque poderia ter...
Mas não teve.
Outra coisa veio.
Porque poderia viver...
Mas não viveu.
A vida aconteceu de outro jeito.
Porque poderia...
Mas...
A escolha feita
não permitiu...
ou permitiu outras coisas!
Escolhas são caminhos, encruzilhadas na vida
que podem levar a qualquer lugar.
A vida é repleta de escolhas
e não há espaço para medos ou arrependimentos.
Se fosse, se tivesse, se vivesse, se pudesse...
O se simplesmente não existe.



Imagem by Joshua Towne

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Totalidade

Põe na minha mão
a flor do teu desejo.
Que eu não sei de nada
Além da vontade
de te fazer feliz.
Tua felicidade
é a minha
porque já me completei
há tanto tempo!
Me completei acreditando em mim
fazendo caminhos escarpados
que me renderam tombos,
mas também a visão única
de flores perdidas.
Deixei de ser partes há tanto tempo!
Deixei de ser partes para ser toda
em emoções, arranhões, cortes e suturas...
Cicatrizes de corpo e alma!
Por isto hoje eu posso te pedir sem constrangimento
e sem medo:
Põe na minha mão, confia...
a flor do teu desejo...
Porque eu sou feliz, eu posso também
te fazer feliz!


terça-feira, 14 de julho de 2015

Conhecer-se

A aventura
de se aventurar
dentro de si mesmo...
Conhecer-se
profundamente
profunda mente
a mente
que tantas
vezes
mente...
Saber de si
de seus defeitos
e virtudes...
as razões e os fatos...
tentar melhorar
tentar melhor ser...
em comunhão com o universo
viver
face a face
com a realidade
de um vida nem sempre fácil...
conhecer-se
além da razão.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Estados de solidão

Solidão é estado de espírito.
Bate assim, em qualquer lugar...
não importa onde
não importa como
e nem mesmo quem está por perto...
Solidão anda de braços dados
com a saudade...
Incomoda, pois é soberana
ao tomar o coração para si
e esvaziá-lo de tudo que é bom.
Solidão quando o mundo inteiro
parece ter desaparecido
e nos esquecido completamente...
Solidão quando todos estão por todos os lados
tantos todos, tantos todos, todos tantos...
e mesmo assim a gente se sente
despejado da vida.
E o que cura a solidão?
Nada cura além do tempo.
O tempo que é o remédio mais preciso
necessitado
para o coração.

Imagem by Logas 69


sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pensando alto


Hoje o dia fará uma pausa: ele não dirá nada, o silêncio será seu rei.
De repente as horas passarão mais lentas, a espera será de ordem. Haverá menos nuvens no céu, talvez elas se deitem sobre a relva ou sobre o leito do rio.
Os pássaros cantarão notas tristes e não farão danças em seus voos. As flores estarão murchas e suas cores se desvanecerão diante da calma inusitada.
Hoje o dia fará uma pausa, grande pausa... porque haverá menos uma voz para cantar sua glória.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Viver além da sobrevivência

Eu vivo
e algumas vezes sobrevivo.
Vivo os momentos
mas em outros momentos
sobrevivo.
Viver nem é tão simples
e se deixar ir também não...
sobreviver
é quase partir...
querer o nada a partir do tudo.
Respiro.
A respiração curta não desce até os pulmões.
Falo.
A fala silenciosa não sobe até a boca.
Viver não é o mesmo que sobreviver.
Sobreviver não é viver
sobreviver é perecer, padecer, pretender...
enquanto a vida é brilho
a sobrevivência é a vida com seus empecilhos...
Mas eu vivo
mesmo se noutras vezes apenas sobrevivo.
O coração batendo insolente
e a mente batalhando sobre as emoções.
E sobrevivo...
sobrevivo
a tudo o que me faria morrer...
a tudo o que me faria desistir.
Viver é parir coragem
sobreviver é a imagem...
E eu vivo
sobrevivo
ao que não posso explicar.



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Pensando alto

Não vou me desgastar fazendo coisas que não gosto.
Não vou me corromper fazendo coisas que não acredito.
Não vou me destruir fazendo coisas que não me fazem bem.
Minha lei maior é a lei do amor e por ela vivo, ajo, sinto...
O que não é amor pode permanecer afastado de mim.




A nuvem passa branca pelo céu completamente azul. Ela passeia pelo infinito e vai aos poucos se desfazendo... Não esperará para tornar-se cinza, para se transformar em água e voltar às águas que com o calor a fizeram ser o que é... A nuvem nem formou desenho... apenas coloriu um pouco o azul e desfez-se... Enquanto isto o brilho do sol se fez onipotente, espalhando seus raios de calor. Esperando a chegada de outras nuvens, num outro dia, uma outra chuva!

terça-feira, 7 de julho de 2015

Toda palavra

Palavras, palavras, palavras...
tão ditas, repetidas à exaustão...
chegam a um ponto de nem ter mais razão.
Palavras, palavras, palavras...
gritadas, jogadas ao ar sem verdadeira motivação
que não seja a maldição.
Palavras, palavras, palavras...
despedaçadas, desperdiçadas sem emoção
faladas à esmo sem um pingo de coração.
Toda palavra dita
deveria ser abençoada pela boa ação.
Toda palavra deveria ser bendita!

Paint by Meghan Arts-Scozzari

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A música e eu



A música começa...
Ela invade a peça
me toma nos braços
e me leva a dançar.
De repente somos apenas um:
a música e eu.
Passos que se entrelaçam
alegres no chão e no ar...
a música e eu
formamos um par.


Imagem by Vitaly-Sokol

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Equilíbrio

Tento manter o equilíbrio.
A mente e o coração em equilíbrio.
As pernas em equilíbrio.
Tudo para permanecer de pé...
olhos abertos para não perder de vista
a realidade.
Mas nada é tão simples...
A mente em geral faz pouco do coração
e o coração não compreende
o que a mente racionaliza.
As pernas, buscando um caminhar mais rápido...
falham!
Vem a confusão, o tombo, o medo.
Depois vem a dor. E depois da dor a compreensão.
E só depois da compreensão vem o desejo
de recomeçar...
a manter o equilíbrio.
Mas com direito a oscilações
tentações do corpo
e desordem na mente.

Imagem by Paulinquua


quinta-feira, 2 de julho de 2015

Passos, passado

Passos para a frente
encontram o futuro...
Passos para trás
Não encontram mais nada
porque o passado
se desintegra
em milhares de pequenas lembranças
espalhadas pelo presente...


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Lágrimas de adeus



Na nascente dos teus olhos
um rio de lágrimas.
Gota a gota desliza pela face
a tristeza inteira.
Escorre lentamente, uma após a outra...
uma após a outra...
uma após a outra...
e pelo rosto vai se formando
uma cascata
da água límpida
que o coração,
agoniado
afogado...
libertou sem querer...
Um choro doce.
Um choro amargo.
Melancolia...
se sentir no fundo do poço
de se sentir entre a pele e o osso...
As águas que brotam dos olhos
são tão íntimas...
são ínfimas partes do sentimento maior
de não mais pertencer.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Num mundo melhor

A alma solta
solta
solta
envolta apenas
no corpo
solto
solto
envolto apenas
nas roupas
soltas
soltas...
revoltos cabelos
revoltas na cabeça...
e tudo solto
solto
num mundo melhor.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

REVISTA VARAL DO BRASIL - JULHO 2015




VARAL ESTENDIDO!

Olá queridos amigos!

Após um ano de trabalho nos bastidores, realizou-se em maio deste ano nossa participação com um belo estande no 29o Salão Internacional do Livro e da Imprensa de Genebra.

Foram mais de trinta autores, muitos títulos e muita garra! Nós do Varal do Brasil, que somos pioneiros na divulgação de autores brasileiros no exterior em Língua Portuguesa, ficamos muitos felizes em ter estado mais uma vez presentes neste prestigiado evento.

Lançamos com alegria nossa sexta antologia, o Varal Antológico 5 durante o Salão do Livro. Foi sucesso!

Agora, nos preparamos para as férias de verão, pois aqui na Europa, já que temos poucos meses de sol, temos que aproveitar o máximo cada instante em que o astro rei se mostra faceiro e nos presenteia com magníficos dias.

As atividades do Varal do Brasil ficam suspensas até o fim segundo semestre (com exceção do III Prêmio Varal do Brasil de Literatura que continua aberto). A partir do fim de setembro recomeçaremos com fôlego novo.

E falando em setembro, não deixe de se inscrever para nossa edição de setembro (até 25 de julho), quando viremos com um belo tema em nossa revista: SONHOS E FANTASIAS e também tema livre!

Obrigada por sempre estarem conosco!

Até breve!


Leia aqui:

https://fr.scribd.com/doc/269886697/Varal-No-36-Julho-2015

Ou peça pelo e-mail varaldobrasil@gmail.com

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Pausas de verão

Olá gente amiga!

Este ano farei algumas pausas para aproveitar o verão por aqui depois do longo inverno!
A primeira será a partir desta segunda-feira 15 de junho até o dia 28 de junho.

Agradeço a todos que acompanham este blog, voltarei dia 29!

Até!!

Pensando alto

Pontos de vista divergem, opiniões passeiam por diferentes razões. Mas isto não é motivo para brigas e sim para uma maior abertura de espírito, quando podemos, através da mente mais aberta, enxergar não só erros e acertos, mas também as tentativas.




Aldrávia

Pouco
pode
ser
muito
pouco
mesmo...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Pensando alto

Quem anseia pela liberdade, passará certamente pela solidão. É que o caminho para ser livre muitas vezes nos deixa sem companhia... Mas depois, quando a liberdade é alcançada, estar só não significará mais solidão porque apenas as pessoas certas estarão ao nosso lado!

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Pensando alto

Detesto o politicamente correto. Que deveria se chamar excessivamente errado de tão chato, cri cri e causador de problemas que é. E ainda pior eu acho quem se esconde atrás do tal politicamente correto para defender ideias e ideais. Só da abuso e absurdo nesta história!


O tempo não nos abraça... ele apenas passa para dar ao conforto a oportunidade de nos encontrar.


Não conto os dias
nem conto as horas.
Não vigio a respiração
nem os olhares perdidos.
Reservo minha energia e minhas emoções para ser feliz sem me questionar, sem buscar razões, sem saber porquês. A felicidade não tem sobrenome.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Pensando alto

Não tenha grandes expectativas. Elas costumam levar o coração da gente ao chão. Fixe objetivos, tenha esperança, lute pelos objetivos, tenha esperança... vá fundo atrás de seus objetivos. Mas não tenha expectativas exageradas, principalmente no que concerne às pessoas!




Ouvir cada pessoa com carinho... para diferenciar as que realmente falam algo que alimenta ( então merecem estar em nossa vida) e as que, justamente, não fazem nada além de ensurdecedor barulho (e não precisam mesmo estar em nossa vida)...

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Creio na vida

Creio na vida.
E no que faz viver.
No que defende a vida...
e não faz sofrer.
No que espalha a vida
e não a deixa morrer...
Creio na vida
e em tudo dela
que se possa querer.
Do infinito dos céus
ao infinito das células...
creio na vida!

terça-feira, 2 de junho de 2015

A criança interior

Algumas pessoas, quando crescem, abandonam a infância sem saber que é preciso mantê-la viva em nossa alma para que o equilíbrio exista. Os sonhos precisam da inocência infantil assim como as esperanças. E quem vive sem sonhos ou esperanças? Mas quando crescemos e renegamos este lado importante de nós, há um amargor que toma o ser e faz dele um sujeito desesperado e triste.
Crescer sim, amadurecer sim... mas sem nunca perder o frescor e a harmonia que a criança interior nos proporciona!


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Do tempo e da não permanência

Meu tempo passa como o de todo mundo:
algumas vezes voa; noutras parece se arrastar
algumas vezes nem sinto passar
noutras quero apenas lhe arrancar de onde está.
O tempo que denuncia as tristezas
e que é o mesmo que apaga as lembranças
enche os corações com a saudade
e leva de nós para tão longe certas coisas...
Ter tempo, não ter tempo, querer tempo, dar um tempo...
O tempo não nos pertence.
O tempo etéreo e imutável, não nos pertence.
Não pertence a ninguém.
Não pertence sequer a uma dimensão apenas.
E a gente olhando os relógios
com ar apressado ou perdido
querendo que eles se ajustem
aos nossos desejos...
O tempo existe nos relógios
na nossa pele
nos nossos órgãos...
Mas não existe depois.


Imagem by Ada-Lena

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Volta e meia

Volta e meia
faço
meia volta
e volto
onde
havia estado.
Ao estado
primeiro,
antes
das voltas
da vida.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Meu caminho

Se houvesse pressa nos meus passos
talvez eu fosse mais longe.
Mas não há.
Meu caminhar é tranquilo...
Piso o chão com firmeza
enquanto vivo o que em volta dele há.
Olho a paisagem, encontro pessoas, aceito o que me é dado de bom.
Recuso o mal. Afasto de mim o mal.
E continuo a caminhar...
Talvez eu não chegue tão longe
quanto um sonho mostre, ou quanto esperam os outros.
Mas quem disse que o mais longe
é o melhor?
Caminho serena.
Irei somente até onde meu coração me levar!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Pensando alto

É quando se está com os verdadeiros amigos, ao sentir vibrar a alegre energia da amizade, que a gente fica ainda mais alerta para "detectar" os falsos amigos... A amizade sincera é tão óbvia que os demais "laços" acabam parecendo absurdamente enganadores. Viva os amigos de verdade!




O principal elo entre as pessoas é o respeito mútuo. A partir daí florescem todos os sentimentos. Sem respeito, não há coisa alguma que possa fazer com que as pessoas se deem bem.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Pensando alto

Muitas vezes é difícil saber o que é melhor para nós. Olhamos em volta e vemos opções e em certos momentos todas podem parecer boas. Neste instante, quando a dúvida nos toma, o melhor a fazer é buscar a resposta no mais íntimo de nós. Porque é lá, no mais profundo da gente, que está o coração do universo do qual fazemos parte.




Respondo tantas coisas com meu silêncio! Algumas nem mesmo porque não mereçam ser respondidas, mas simplesmente porque, no caso, a eloquência do silêncio é bem mais convincente e verdadeira.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Eu amo os ventos!

Só eu posso falar mal do vento. Ninguém mais. Como falar de mãe, de irmão, coisa assim. Porque eu amo o vento, amo suas peripécias, sua arte, suas doideiras. Amo quando vem manso e amo também ouvir seus cantos bárbaros. Mesmo se me assusto quando ele se transforma em ventania desenfreada, mesmo se temo sua força. Só eu posso falar mal do vento e dele dizer coisas chatas ou abomináveis. Ninguém mais. Porque meu amor por ele é maior do que as raivas que sinto, meu sentimento é de paz e quando ele passa por mim se acalma junto em meu coração. O vento é meu companheiro, me lembra o mar, me traz seu cheiro; me lembra os campos, levanta e carrega consigo o cheiro de mato. E os cheiros de mar e mato enchem meus dias de vida, fazem de minha vida um recanto natural de amor. Só eu posso falar mal do vento... ninguém mais... a não ser que aprenda a amá-lo como eu!


terça-feira, 19 de maio de 2015

O voo

Meus voos são sempre em direção ao infinito. É lá que não estão as barreiras e onde com certeza se esconde o arco-íris. É lá também que estão todos os céus e onde certamente encontrarei os que já não estão entre nós. Gosto de voar livremente, meio pássaro, meio pluma, os olhos fechados para este mundo e abertos para onde os sonhos se manifestam. Quando voo não pertença a lugar nenhum, aliás, não pertenço nem a mim mesma. Faço parte do universo e o universo faz parte de mim. O voo é minha chave para lugares que só existem para poucos.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

A vida é curta

A vida é curta. Não adianta calcular por idade, o tempo sempre será pouco para tudo o que vamos inventando e criando pelo caminho; para os sonhos que vamos construindo e para os laços que mantemos. A vida é curta sim. E ela precisa ter prioridades. Sem prioridades a gente se perde pelo caminho fazendo tantas coisas desnecessárias enquanto a verdadeiramente necessárias e importantes vão ficando para trás, deixando um gosto amargo de arrependimento. A vida é curta e é preciso ser esperto: eliminar tudo o que não nos faz feliz de verdade, desaparecer com tudo o que incomoda, sumir com tudo o que nos deixa com más sensações. Assim, vivendo com e pelas pessoas certas, fazendo o que se gosta, para satisfação pessoal... a vida pode até ser curta, mas ela será plena!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Repensando

Ando repensando tantas coisas. E com estes "repensamentos" ando também repisando certos caminhos que fiz. Na memória eles não me parecem tão duros, mas também já não me parecem tão lindos assim. Ando repensando vontades, sonhos, itinerários de vida... Ando repensando objetivos, diretrizes... Enfim, ando repensando minha vida. Sei que não sairei imune de tanto repensar. Provavelmente mudarei muitas coisas em mim e nas coisas que me rodeiam; no que faço e naquilo que sempre quis fazer. Mas serve pra isto pensar. Para criar e recriar, para mudar. E eu sinto que estou precisando de mudanças, muitas mudanças. Mudanças drásticas em algumas coisas e mudanças muito calmas em outras. Em todo caso, de tanto repensar com certeza eu mesma já sairei mudada destes últimos tempos para o futuro.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Estou dando um tempo

Estou dando um tempo. Um tempo para voltar a amar as coisas que deixei de amar pelo caminho. Estou dando um tempo para mim mesma e para tudo o que hoje apenas me tira a paciência quando era para me fazer feliz. Quero ler livros esquecidos na estante; quero vestir roupas esquecidas do guarda-roupas; quero ver fotografias esquecidas em álbuns... Quero dar um tempo... deixar o presente rolar seus dados e não pensar logo depois dele vem um futuro apressado em se tornar passado. Preciso urgentemente me dar um tempo. Para esquecer futilidades que chegaram a tomar uma importância muito grande sem que eu nem percebesse. Para voltar simplesmente a ser feliz.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Por conta de meu silêncio

Ao invés de falar, faço silêncio. Porque minhas palavras talvez soassem duras demais. Porque minhas feições ao falar talvez ficassem duras demais. Mas eu não me engano, o peso do meu silêncio é tão grande quanto o mundo em mim que o acolhe e as palavras caladas me cortam por dentro como se facas afiadas fossem: cortam os órgãos, a carne, a pele. Nada fica imune. Mas o tempo irá passar e minhas palavras caladas ecoarão em outros silêncios. O tempo, mestre supremo, me dará razão e minha voz surgirá dos abismos para enfim dizer o que deverá ser dito. Ouvidos incautos, preparem-se! Ouvidos ingratos, preparem-se! Do fundo do silêncio brotará a verdade, somente ela, para florescer entre nós.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Urgência

É urgente que eu te veja:
que eu te reconheça na multidão
dentro do infinito de meu coração
é urgente...
É urgente que eu te fale:
sobre tudo o que poderia nos acontecer
sobre tudo o que pudemos viver
é urgente...
É urgente que eu te toque:
para sentir a pele que me me envolve
e destruir a sensação que a vida me devolve
é urgente...
E esta urgência tem nome, o teu nome
ela tem sentimentos, os teus
que cavalgam com ardor os meus
incendiando mais que apaziguando minha fome!

terça-feira, 5 de maio de 2015

Até quando

Não sei quanto tempo tenho.
Não sei o que me espera.
O tempo, a esperança, tudo é futuro...
e eu nada sei dele, o futuro.
Sei apenas da angústia sangrenta
de pensar, pensar e pensar...
até quando?
até quando?
até quando?
Por isto trago no bolso as lembranças...
para com elas viver de bem com o passado e o presente...
e assim não pensar sempre e sempre:
até quando?

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Salão do Livro e da Imprensa de Genebra com o Varal do Brasil

A partir de hoje até o dia 4 de maio estarei no estande do Varal do Brasil no Salão do Livro e da Imprensa de Genebra.
Voltarei no dia 5 de maio com as postagens normais!
Até!

Deixo com vocês meu site: www.coracional.com
O site do Varal: www.varaldobrasil.com

Obrigada!


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