segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Façamos de conta



Façamos então de conta que tudo o que tem em volta
faz parte de nós e nós somos tudo também...
Uma coisa assim única, preciosa, que nos dá mais que prazer...

Façamos então de conta que a música nos pertence
e todas as cores, elas também nos pertencem...
Assim seremos voz e imagem, um quadro impressionista talvez...


De fazer de conta nós seremos tantas coisas, loucas, loucuras, felizes!
E transformaremos tudo em realidade só pra sonhar outra vez...

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Moinhos não movem o homem



Tudo se move. Águas sobre as pedras. Movendo moinhos.
Enquanto em seu silêncio interior o homem cala e consente...
Mente.
Ele também se move. Lentamente.
Seus movimentos não movem moinho, são estranhos e simples.
O homem e move e o caminho vai ficando mais curto...
como se sua vida encurtasse também...
E é verdade!
A verdade é que sua vida, pausada, parada, em movimento constante ou não...
vai perdendo a força com o caminhar.
Move-se o mundo, cada vez mais gente, moinhos de gente se movendo.
E o homem perdido em seu caminhar vazio
se perde... perde o tino...
e só se reencontra quando finalmente alcança
o destino final.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Ausência e saudade

A ausência
é um rio seco de lágrimas
choradas, engolidas,
jogadas do coração para fora
pela extrema dor...
E a saudade
são as águas do rio
que voltam a correr loucas
trazendo e levando
lembranças
para que a solidão
não permaneça
para que o coração
não esqueça
que um dia
não esteve vazio!



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Os Silêncios

Em certos momentos o silêncio é nossa única voz.
Nossa única música.
Nosso único som.

O silêncio que nos abraça quando a dor é grande.
Que nos enlaça quando a alegria parte.
Que nos ensina a ressuscitar a esperança...

O silêncio que algumas vezes é escuro como a noite...
e noutras vezes é toda a claridade que necessitamos...

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A dor e as lágrimas



Já chorei o suficiente.
Minhas lágrimas já mataram inclusive
minha sede
a sede de um coração aflito e cansado.
Rios de lágrimas já correram dos meus olhos
e de onde veio tanta água
tanta água
tanta água assim?
Só a alma em sua agonia pode conter
a nascente destes rios
ser a fonte
destas lágrimas!
Mas é quando meus olhos estão secos
a olhar o horizonte
lembrando sem saudade momentos tristes
que nem deveriam estar mais nas lembranças...
Nestes momentos sinto
que não chorei o suficiente...
que me faltaram lágrimas
para lavar meu rosto
para lavar meu corpo
para lavar-me totalmente
livrar-me completamente
da dor solitária e perene
de perder alguém.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Amigos de verdade

Amigos de verdade que te contam tudo e sabem te ouvir também... Comida gostosa, feita com carinho como tempero especial... O som que o mar faz, suas cores e seu cheiro bom... O vento que assobia, refresca, leva, carrega consigo pra longe o que incomoda... A chuva que lava, limpa, levanta o perfume da terra e canta... Uma gargalhada feliz, que contagia, envolve, faz rir também... Palavras que tocam o coração, que abraçam nossos sentidos, nos enlevam, nos fazem sentir melhor... Música que faz dançar, que faz meditar, que faz da saudade uma companheira...
A melodia de um pássaro... o latido alegre de um cão... o miar feliz de um gato...
Há coisas boas nesta vida... tão boas! E sempre, sempre são as mais simples!


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