sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O PRIMEIRO DE MUITOS NOVOS DIAS QUE VIRÃO!



Oi gente que me lê!

Primeiramente, obrigada por estarem sempre por aqui, vocês são o porquê de eu escrever e ter vontade de postar!

Agora, uma novidade:
Este é o último post que farei neste blog Certas Linhas Tortas...! Eu que faço este blog há 9 anos!

Verdade!

Estou me mudando de maneira definitiva para o Coracional, meu novo site (www.coracional.com).

A partir de hoje meus poemas estarão na seção Meus Escritos, Poemas.
Minhas crônicas e contos, na seção Meus Escritos, Contos e Crônicas e
minhas frases e pensamentos, na seção Meus Escritos, Desvarios!

Terá também a parte Blog para que eu conte para vocês o que vai acontecendo comigo...

Lá vocês encontrarão também muito mais como: fotos, vídeos, minha história e outras coisitas que vou encontrando aos poucos. Ah, e claro!, meus livros!

Será minha nova casa virtual e terei imensamente prazer em recebê-los (as) por lá.

Espero que continuem a ler meus escritos lá no site. Vou ficar muito feliz!

Até lá, até breve! Continuemos nossa caminhada!

Site Coracional  www.coracional.com


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Canto passarinho



Na árvore
os passarinhos
cantam.
Fazem seus ninhos.
Perto, ali perto, no chão eu canto.
Canto passarinho.
Só pra mim mesma.
Só pra eu ouvir, mais ninguém.
Meu canto não tem palavras e não se traduz.
Não seduz.
Faz as vezes de um hino
onde o que há de mais lindo
é aquilo que se ouve e não perturba...
canto passarinho...
canto e o passarinho canta
nós cantamos, assovios imitados pelo vento
que agora também canta!


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Balé



Um passo
dois passos
passos para um lado, para outro
para frente e para trás.
Um pequeno salto
um rodopio pelo chão
outro nos ares do alto.
Dança, dança a menina...
baila, baila a bailarina.
Vestida de sonhos e tule
embevecida com o precioso som
enternecida pelo gracioso movimento...
Ela não sorri. Seus olhos estão fechados...
Tudo é tão perfeito!
Suas pernas e braços, suas mãos...
parece um pássaro!
E entre todos os seus volteios, passo após passo...
ela se inclina diante da música
reverencia o criador de toda aquela harmonia...
Dança, dança a bela dançatriz
baila, baila e seu bailar é tão feliz...!
Um passo
dois passos
cada passo mais próximo
da perfeição.




Imagem by Favim.com-art

terça-feira, 22 de setembro de 2015

A árvore e o poeta



O poeta, hoje com as palavras guardadas
no bolso, na gaveta e mesmo só na mente
reverencia aquelas por ele tão amadas
e que em vida lhe dão sombra em dias quentes...


Pois além de solidárias e companheiras
são elas ainda que lhe dão os frutos
amadurecendo em seus galhos toda a feira
e entregando o amor como tributo...

O poeta hoje não escreverá, deixará pairar palavras no céu...
Pois a árvore só depois de morta é que lhe dá o papel...


Homenagem dos poetas anônimos às heroicas árvores anônimas.


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Poema do incerto



Descansar em ti
repousar em teus braços todos os meus abraços.
Descansar enfim
esquecer o cansaço e num desabafo entregar-me a ti.
O eterno tem duas etapas:
o início e o meio...
todos os fins se encontram
perdidos entre o certo e o errado
entre o fardo
e o presente o passado
que sente meu falar exaurido
depois do descanso
em algo tão manso
quanto o amor prenunciado
desejado e realizado.


sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Sem contar as horas

O tempo vive na ponta
da minha língua
que conta as horas...
na minha cabeça tonta
vive também o tempo
quando perco os sentidos
e não faz mais sentido
contar as horas...
Não quero que o tempo passe.
Fecho os olhos e espero que ele não passe.
Um aperto no estômago de vê-lo voando
tão depressa... tão depressa... tão cheio de pressa...
o tempo que não faz concessões
para quem conta suas horas
ou as deixa apenas passar.







quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Só pra constar

Estou a mil por hora renovando meu site Coracional! (www.coracional.com)
Em breve ele estará pronto e terei um imenso prazer em receber vocês por lá!

O site terá meus livros, textos meus de todas as épocas da minha vida e também outras coisas... que eu contarei depois...!

Tenho estado também presente lá no Facebook, dá uma olhada lá e espero que goste e curta a página...

https://www.facebook.com/jacqueaisenman

E no meu trabalho com o Varal, semana que vem terá a edição especial sobre Paz que será distribuída em PDF e estará disponível para download no site do Varal.

Até!

Imagem by Maegondo

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pausas



Um pausa.
Uma pequena pausa.
Porque pausas são pequenas.
Se são grandes fogem e se transformam...
deixam de ser pausas.
Pausa para reflexão. Entre as ações.
Pausa para descanso. Entre os passos e fatos.
Entre os pássaros e os feridos.
Expiração. Inspiração. Expiração.
Respiração profunda.
Uma pequena pausa
antes do depois.




imagem by Douglas Hofmann

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Amanhã



Amanhã não é um lugar. É uma esperança. Uma espera.
Amanhã não é realização.
Amanhã não é memória.
Amanhã não é história.
Amanhã não tem mais de uma versão.
Amanhã não é
nada mais
do que o exato e
mesmo dia
de hoje
com pretensões
de ser mais
do que já pode ser agora
em suas vinte e quatro
vinte e três
vinte
dez
duas horas...
e alguns minutos
e uns poucos segundos...
ontem!


segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Triste embarcação




Ao longe a embarcação segue.
A vida segue junto, dentro, intrínseca.
Há beiras demais... de rios, de mar...
mas nenhuma para acolher a lágrima seca.
A embarcação se aproxima, lenta e tristemente
Vazia, parece um fantasma.
Não traz mais nada. Não traz mais ninguém.
Não leva mais nada. Não leva mais ninguém.
A embarcação cansada não navega mais
Pois não há mais cais
para acolher seus frutos.

sábado, 12 de setembro de 2015

Equilíbrio buscado

Na vida, nas palavras, nos passos, na queda...
eu busco o equilíbrio.
No que leio, no que escrevo, no que sinto...
eu busco o equilíbrio.
No que olho, no que vejo, no que pressinto...
eu busco o equilíbrio.
E o equilíbrio nem sempre é meio termo
algumas fezes ele é o fim
que justifica os meios
e ainda assim
é o que busco.



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Lábios de pimenta



Tem pimenta em teus lábios.
Eu bem que senti
quase sofri
engoli.
A pimenta nada macia
picante ao extremo
um quase veneno
do qual não se sai
indene.
Pimenta vermelha sedutora
a boca inteira preparada
para nada dizer
apenas para fazer
acontecer...
Tem pimenta em teus lábios
Pimenta nada macia
Vermelha e sedutora
me deixou as marcas
me deixou sem chão
me tirou as cascas
comeu o meu coração...
E eu apenas consenti...
Calada, parada, extasiada...
eu apenas consenti...


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

SAPATOS VELHOS

 
(Texto de 2011)

O melhor motivo para jogar um sapato velho fora é a vontade de preparar o espaço para um novo. As maiores desculpas para guardá-lo são o medo dos calos, a preguiça de sair para comprar outro e, a pior de todas, a acomodação. Sem falar do medo que temos de simplesmente mudar. Todas as vezes que estamos numa situação em que damos de cara com o sapato velho e, necessitados urgentemente de um novo, não sabemos o que fazer, remetemos a situação para a próxima vez. E o deixamos lá. Gasto, furado, remendado. Mas jamais trocado ou traído. Traímos nossos pés, mas nunca os sapatos velhos.
Como não traímos os médicos que temos desde os tempos da antiguidade e que nem sabem mais o que nos receitam porque, de tanto nos ver já nem se importam com o que temos os não. Como não abandonamos nunca os chamado amigos que quase sempre nos deixam na mão nas horas em mais precisamos. Como não largamos mão outros tantos, amigos, colegas, familiares, que afundam facas em nossas costas cada vez que nos viramos para olhar o horizonte.
Como continuamos a trabalhar sem reclamar para pessoas que não nos dão a menor importância mas valorizam qualquer deslize que cometemos. Preferimos manter tudo o que foi estabelecido em torno de nós: porque assim crescemos e assim fomos educados. Para não ser indelicados, não mostrar desagrado, não provocar.
Temos preguiça, nos acomodamos, sentimos pena, pensamos nos “porquês” e não nos damos sequer ao trabalho de responder para nós mesmos. Deixamos nossos armários cheios de sapatos, alguns tão desnecessários que, só de olhar, já sabemos o mal que vão nos causar. Outros guardamos porque são bonitos e fazem bonito aos olhos de quem nos vê com. Sapatos velhos não são eternos mesmo que extremamente bem conservados. Sapatos novos fazem calos.
E muitas vezes temos que jogá-los fora, trocar, doar, mesmo novos. Comprar outros logo em seguida. Tentar de novo. E de novo. Mas o prazer da renovação vale a pena. Renova-se os pés e a cabeça. E afinal, nada disso impede que se guarde um chinelinho daqueles do tempo de... você sabe... bem guardados no fundo de nós ou do armário, para aqueles momentos especiais.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Dos medos

Medos se impõem. Eles atravessam os olhos e a pele.
Escancaram a mente confusa.
Materiais ou etéreos, vivos ou imaginários.
É assim que eles tomam forma
crescem no escuro e mesmo sob a luz.
Saem do passado obscurecido por lembranças criadas.
Vêm de um futuro temido pelas esperanças criadas.
São pedaços de tudo um pouco
São um pouco de tudo e mais um tanto...
E é quando os olhos estão fechados
que eles são ainda piores...
Escondem-se sob as escadas, fins de corredores...
Escondem-se sob alegrias, sob expectativas e dores...
Então quando abrimos os olhos não os vemos mais...
Porque eles desaparecem com a menor coragem
Somem quando não tem suas vantagens...
Medos não suportam a competição
com a fé e o coração.

Imagem by PlaceboFX



terça-feira, 8 de setembro de 2015

TENHO ORGULHO DO MEU PAÍS




Por não morar no Brasil, sou suspeita para falar de comemoração do dia da Pátria: com ou sem atribulações, gritos de crise e problemas políticos, eu tenho orgulho do meu País.
Claro que adoraria saber que lá não há mais violência. Mas quando vejo as guerras no Oriente Médio, penso que meu país é quase um oásis de paz. Claro que seria perfeito erradicar a corrupção e os incontáveis roubos associados aos nossos eleitos. Mas quando vejo países em crise grave como Grécia, Itália e Portugal e assim mesmo vejo aqueles povos orgulhosos de seus países...
Claro que seria uma maravilha desaparecermos com os maus políticos e a má política. Mas quando penso que mesmo com estes mesmos problemas políticos, tantos outros países aqui pela Europa e outros continentes não deixam de, nos seus devidos dias nacionais, reverenciar suas Pátrias!
Eu amo meu País, tenho carinho grande por minha Pátria. Pouco importa se tantas vezes ela só é Pátria para os fãs de futebol e noutras ainda para os aficionados de samba e carnaval. Creio que por isto mesmo ela é bonita também. Porque é mãe para todos.
Meu País tem as mais belas músicas. Meu País tem sua linda e doce língua materna, o Português Brasileiro, estampado em livros fantásticos, escritos por escritores do melhor calibre! As pinturas então... retratam almas lindas que só meu lindo País tem! Mina Pátria é para todos!
Enquanto o mundo se encolhe em crises incontroláveis, meu País abre suas asas, muitas vezes doridas, noutras até quebradas. E voa. Cai, levanta e voa ainda. Meu País é o país dos erros e acertos, das vitórias e derrotas, das virtudes e das vilanias.
Mas é um País de belezas incríveis. De gente de uma bondade fabulosa. Onde maravilhas acontecem todos os dias, sobressaindo-se à violência e à crise.
Por tudo isto, eu tenho orgulho do Brasil, este país-criança que ainda precisa de uma mão para se erguer e caminhar firme enquanto continentes inteiros, como a velha Europa e o velho Oriente Médio, se acabam em dores mortais.
Que o Brasil encontre seu caminho. Que os eleitos sejam mais nobres! Que os brasileiros reencontrem o orgulho pelo Brasil!


Parabéns Brasil!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A PRISÃO DAS CONVERSAS ATUAIS


É complicado opinar hoje em dia. Muito complicado. Um pouco mais para um lado ou para o outro e você é chamado de tanta coisa, rotulado de outras, classificado, enterrado. Ultrapassamos há muito o tempo em que podíamos dar uma opinião sobre um assunto e, em retorno, ter uma saudável discussão onde aprendíamos com o outro, entendo que pontos de vista, apesar de algumas vezes serem até mesmo opostos, podem se completar.
Hoje em dia nos perdemos sob o manto do politicamente correto (falo do extremo politicamente correto e não do respeito que devemos a outrem!). Nos perdemos na classificação prematura da opinião alheia sem usar o tempo para compreender a importância da diversidade de opiniões.
Fugimos da conversa que poderia nos levar a algo mais profundo, usando subterfúgios. Desviamos de um papo engrandecedor para ir por caminhos mais conhecidos e menos dignos. A rigidez de espírito tomou conta!
Hoje, aquele que opina está exposto, acima de tudo, a classificações como racista, pessoa de direita (ou de esquerda), qualquer coisa fóbico e assim por diante. Não há espaço para a crítica construtiva. Não há lugar para o ouvido sincero, o qual, mais do que amigo, era antes um ouvido de alguém que daria, em retorno, também sua opinião, mesmo que divergente da que escutara.
Muito complicado opinar. Muito! Quem opina hoje, principalmente por escrito, expõe-se de uma maneira tão grande, que não há retorno. Opinião virou sinônimo de alegação, na maioria das vezes, criminosa. E as pessoas ao invés de discutir a opinião, estão judicialmente processando. Vezes e vezes sem sequer entendê-la.
É uma pena tudo isto. Pena que não possamos mais, nem numa roda de amigos, ser sinceros ao ponto de discorrer sobre assuntos considerados delicados e sair desta mesma discussão ilesos.
Antes colocava-se um assunto em evidência e "desfiava-se" o mesmo numa troca rica de opiniões. Hoje traz-se uma assunto à mesa (ou ao jornal, blog, etc..) e recebe-se as mais duras críticas e os mais ferrenhos rótulos.
Esperemos que o mundo dê suas voltas e, numa delas, faça retornar o bom senso. Com respeito sempre, é claro. Com educação sempre também. Mas com a liberdade que foi aos poucos desaparecendo das conversas.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Um perfume

Uma nota de perfume. Suave. Nem tanto. Penetrante. A essência. Essencial. Transparecendo sobre a pele. Inundando as narinas. Agarrando os sentidos. Perfurando o olhar. Abrindo os desejos. Atravessando o tempo. Um perfume. Uma lembrança. Eterna lembrança. Para a vida.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A nuvem de mim


Uma nuvem hoje passou sobre minha cabeça.
Não uma nuvem branca, clara, daquelas que decoram o céu.
Era uma nuvem quase escura...
Cheia d'água roubada descaradamente de mares e rios.
Engolia a chuva a seco com vontade de inundar tudo...
e desabava seu peso sobre minha cabeça
minha cabeça já cansada de outras coisas...
coisas que eu só queria esquecer, deixar pra lá, nunca mais lembrar!
Mas a nuvem não passou em branco.
Choveu sobre mim suas agonias e espantos.
Largou sobre mim seus medos...
Descarregou sobre mim suas ansiedades acumuladas.
Então entristeci. Por um instante, entristeci.
Como se o peso das gotas fosse bem mais
do que eu poderia suportar.
Doeram os ombros, os olhos marejaram, o estômago fez-se um nó só.
Eu queria fugir da nuvem, mas ela me acompanhava tenaz...
Queria me pertencer.
Emoções à parte, meu coração de verdade nunca foi de pedra...
Eu é que mentia para o mundo. Eu que fingia.
E suportar o desgosto foi tão duro!
Mas sujeitei-me àquela nuvem, deixei-a encharcar meu teto e meu chão.
Alagar meu âmago, transbordar de mim.
Fiquei ali com ela até sentir que não seria mais possível sobreviver.
Então me levantei. Ergui as mãos e com elas afastei a nuvem...
Meus olhos puseram-se a chover por ela, por mim, por tudo.
Mas o sol já brilhava sobre o meu pequeno mundo!

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Relembranças da infância

Balanço-me de leve nas lembranças
que embalam minha passada infância...
Dela a música que me enleva
e a mesma que me leva
a pensar...
Em tudo o que vivi entre amigos
com meus pais
irmão, primos, toda a família...
Solto o coração a recordar!
Tantas imagens me vêm...
Mas desde que os olhos se abrem
vejo o balanço vazio.
Nem eu estou mais lá.



terça-feira, 1 de setembro de 2015

Cansaço

De repente cansei.
Foi um cansaço assim, repentino, súbito, certeiro.
Me pegou de jeito e me jogou no chão.
De repente eu estava ali, jogada, sem ação.
Coração desacelerado, mãos ávidas, mente avessa.
Mas o cansaço já havia se instalado e tomou conta.
Era um cansaço assim: de gente, de coisas, de afazeres, de tudo...
Um cansaço banal, generalizado e total.
Cansei de seguir os desejos, de deixá-los guiar minha vida...
Cansei de dar passos e passos e passos em direção do incerto...
Cansei de esperar respostas, de esperar simplesmente...
Cansei de ir à luta, de lutar, de vencer, perder, empatar...
Cansei de ouvir os mesmos sons, as mesmas vozes, os mesmos gritos...
Cansei de ver sonhos roubados...!
Consumida pela agonia, pedaços da vida desgastados...
Cansei.
Cansei e fiquei sem vontade sequer de explicar o cansaço.
A fatiga é em si mesma um remédio.
Extenuação.. exaustão... As partes exauridas da gente que quase morrem...
Cansei. Tomei canseira até das coisas mais simples...
Lassidão...
Cansei.
Agora, ainda prostrada no chão, observo o céu.
Ele é belo, realmente infinito, azul cheio de brancas nuvens de algodão.
Observo o céu até que ele anoiteça, não tenha mais nuvens
e acolha a lua, as estrelas longínquas e as cores mortas
que a falta de claridade traz.
Com tudo o que observo recarrego as energias perdidas no cansaço...
Lentamente, lentamente, lenta... lenta... mente... me refaço.
Mas de tudo o que cansei não quero mais saber.
Eu reparto a vida em duas: antes e depois do cansaço.
E parto para um novo universo.


Imagem by Melody Weightman

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