segunda-feira, 1 de junho de 2015

Do tempo e da não permanência

Meu tempo passa como o de todo mundo:
algumas vezes voa; noutras parece se arrastar
algumas vezes nem sinto passar
noutras quero apenas lhe arrancar de onde está.
O tempo que denuncia as tristezas
e que é o mesmo que apaga as lembranças
enche os corações com a saudade
e leva de nós para tão longe certas coisas...
Ter tempo, não ter tempo, querer tempo, dar um tempo...
O tempo não nos pertence.
O tempo etéreo e imutável, não nos pertence.
Não pertence a ninguém.
Não pertence sequer a uma dimensão apenas.
E a gente olhando os relógios
com ar apressado ou perdido
querendo que eles se ajustem
aos nossos desejos...
O tempo existe nos relógios
na nossa pele
nos nossos órgãos...
Mas não existe depois.


Imagem by Ada-Lena

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